Author Archives: Orgia Literária

Orgia Literária, 2006-2015: Um imenso adeus

Nove anos depois, é chegado o momento, já várias vezes equacionado, de encerrar esta aventura teimosa chamada Orgia Literária. Foram nove anos intermitentes e indecisos, com muitos erros cometidos pelo caminho, muitas paragens mais ou menos forçadas, muitas quebras de

Orgia Literária, 2006-2015: Um imenso adeus

Nove anos depois, é chegado o momento, já várias vezes equacionado, de encerrar esta aventura teimosa chamada Orgia Literária. Foram nove anos intermitentes e indecisos, com muitos erros cometidos pelo caminho, muitas paragens mais ou menos forçadas, muitas quebras de

Teremos sempre a Paris Review

Após a boa receção de um primeiro volume das Entrevistas da Paris Review (2009), coordenado por Carlos Vaz Marques, a Tinta-da-china publicou em 2014 o segundo volume, com tradução de Rita Almeida Simões e ilustrações de Vera Tavares. É, provavelmente,

Teremos sempre a Paris Review

Após a boa receção de um primeiro volume das Entrevistas da Paris Review (2009), coordenado por Carlos Vaz Marques, a Tinta-da-china publicou em 2014 o segundo volume, com tradução de Rita Almeida Simões e ilustrações de Vera Tavares. É, provavelmente,

Carta de amor a B. H.

(…) portanto, é isto: se estamos todos sozinhos, de algum modo, à procura de uma coisa que nos prenda a um ponto definido com precisão da sola dos nossos passos ao universo e abismo mais profundo que nos atormenta em

Carta de amor a B. H.

(…) portanto, é isto: se estamos todos sozinhos, de algum modo, à procura de uma coisa que nos prenda a um ponto definido com precisão da sola dos nossos passos ao universo e abismo mais profundo que nos atormenta em

Entender a América

Ao longo dos anos a editora Cavalo de Ferro tem vindo, tímida mas acertadamente, a publicar autores norte-americanos da segunda metade do século XX. Importantes autores norte-americanos da segunda metade do século XX. A obra de Flannery O’Connor foi um

Entender a América

Ao longo dos anos a editora Cavalo de Ferro tem vindo, tímida mas acertadamente, a publicar autores norte-americanos da segunda metade do século XX. Importantes autores norte-americanos da segunda metade do século XX. A obra de Flannery O’Connor foi um

Um Cronenberg requentado

Por vezes há um reciclar de estilos e propostas estéticas, onde vemos o que vem do quê mas em que depressa decidimos que não há um daqui para onde. Sim estou a ver o Maps to the Stars do Cronenberg.

Um Cronenberg requentado

Por vezes há um reciclar de estilos e propostas estéticas, onde vemos o que vem do quê mas em que depressa decidimos que não há um daqui para onde. Sim estou a ver o Maps to the Stars do Cronenberg.

O poeta e o drogado

Quando cheguei a casa para almoçar, a minha mãe recebeu-me com uma pergunta: “Sabes quem é que morreu?” Ao dizer-lhe que sim, fez um ar surpreendido. Na minha cabeça, a surpresa era ela saber, e não eu. “O Herberto Helder,”

O poeta e o drogado

Quando cheguei a casa para almoçar, a minha mãe recebeu-me com uma pergunta: “Sabes quem é que morreu?” Ao dizer-lhe que sim, fez um ar surpreendido. Na minha cabeça, a surpresa era ela saber, e não eu. “O Herberto Helder,”

História de uma Coisa sem Nome

Olá, eu sou uma Coisa sem Nome e o meu criador chama-se José. Fui posto, ou antes, fui despejado sem cerimónia, numa pequena e típica aldeia portuguesa, durante o princípio de Janeiro, algures nos anos 80 do século XX. Desconheço

História de uma Coisa sem Nome

Olá, eu sou uma Coisa sem Nome e o meu criador chama-se José. Fui posto, ou antes, fui despejado sem cerimónia, numa pequena e típica aldeia portuguesa, durante o princípio de Janeiro, algures nos anos 80 do século XX. Desconheço

Tomar o seu destino em mãos

Esta é a história da infância até à pré-adolescência de Eddy Bellegueule contada pelo próprio, agora Édouard Louis (n. 1992). O caminho de uma criança homossexual (ainda sem uma consciência plena da sua sexualidade) numa aldeia do norte de França

Tomar o seu destino em mãos

Esta é a história da infância até à pré-adolescência de Eddy Bellegueule contada pelo próprio, agora Édouard Louis (n. 1992). O caminho de uma criança homossexual (ainda sem uma consciência plena da sua sexualidade) numa aldeia do norte de França

Como a humanidade pode falhar

Vamos lá ser honestos: House of Cards é uma grande série. Excelentes personagens, actores geniais, cinematografia do caraças e uma realização um tudo-nada para lá de impecável. Penso que o bom resultado é, em grande parte, devido a uma feliz

Como a humanidade pode falhar

Vamos lá ser honestos: House of Cards é uma grande série. Excelentes personagens, actores geniais, cinematografia do caraças e uma realização um tudo-nada para lá de impecável. Penso que o bom resultado é, em grande parte, devido a uma feliz

Que faremos quando tudo arde, Lobo Antunes?

Num interessante artigo publicado no Observador, Joana Emídio Marques fala da queda das vendas de António Lobo Antunes. O artigo foca-se no vulto maior da literatura portuguesa, de entre os autores vivos, porque Lobo Antunes ocupa solitariamente um trono que

Que faremos quando tudo arde, Lobo Antunes?

Num interessante artigo publicado no Observador, Joana Emídio Marques fala da queda das vendas de António Lobo Antunes. O artigo foca-se no vulto maior da literatura portuguesa, de entre os autores vivos, porque Lobo Antunes ocupa solitariamente um trono que

Três linhas para retratar uma época

A “Colecção Avesso” da editora Exclamação, nas palavras do seu coordenador Rui Manuel Amaral, quer «oferecer ao leitor textos literários que, de alguma maneira, questionem a própria literatura», num total de dez volumes que, à excepção de um autor português

Três linhas para retratar uma época

A “Colecção Avesso” da editora Exclamação, nas palavras do seu coordenador Rui Manuel Amaral, quer «oferecer ao leitor textos literários que, de alguma maneira, questionem a própria literatura», num total de dez volumes que, à excepção de um autor português

Knausgård escreveu um livro fraco e sabe porquê

Todos os trabalhos de grande fôlego têm falhas. Muitas vezes, é a medida certa dessas falhas, o reconhecermos nelas a humanidade do seu criador, que faz dessas obras de grande extensão obras-primas. Estou a pensar, por exemplo, em 2666, de

Knausgård escreveu um livro fraco e sabe porquê

Todos os trabalhos de grande fôlego têm falhas. Muitas vezes, é a medida certa dessas falhas, o reconhecermos nelas a humanidade do seu criador, que faz dessas obras de grande extensão obras-primas. Estou a pensar, por exemplo, em 2666, de

Quase sempre em grande forma

Na entrevista ao semanário Sol, Luiz Pacheco, que vivia na altura num lar, o terceiro por onde passava, conversa com Ribardo Nabais e Vladimiro Nunes a respeito de um livro com entrevistas suas que estaria para sair. “Esse livro é

Quase sempre em grande forma

Na entrevista ao semanário Sol, Luiz Pacheco, que vivia na altura num lar, o terceiro por onde passava, conversa com Ribardo Nabais e Vladimiro Nunes a respeito de um livro com entrevistas suas que estaria para sair. “Esse livro é

Estudo anatómico do grypho

A Cabeça do Grypho O Infante D. Henrique Em seu throno entre o brilho das esferas, Com seu manto de noite e solidão, Tem aos pés o mar novo e as mortas eras — O unico imperador que tem, deveras,

Estudo anatómico do grypho

A Cabeça do Grypho O Infante D. Henrique Em seu throno entre o brilho das esferas, Com seu manto de noite e solidão, Tem aos pés o mar novo e as mortas eras — O unico imperador que tem, deveras,

A máquina da opinião

Graças aos deuses, isto não é uma crítica. Será uma opinião, sustentada em alguns factos, suportada em parte pelos meus gostos e interesses, mas também pela experiência e saber que minimamente me cabem. Publico-a por puro micro-narcisismo ou seja, acreditando

A máquina da opinião

Graças aos deuses, isto não é uma crítica. Será uma opinião, sustentada em alguns factos, suportada em parte pelos meus gostos e interesses, mas também pela experiência e saber que minimamente me cabem. Publico-a por puro micro-narcisismo ou seja, acreditando

Retrato dos artistas enquanto jovens cães

John Arne Sæterøy, cartoonista norueguês que assina as suas obras com o nome Jason, pegou num autor da sua estima, Hemingway, e em particular no livro Paris é uma Festa (A Moveable Feast), e retirou de lá a inspiração necessária

Retrato dos artistas enquanto jovens cães

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